O texto enfatizou três prioridades: inclusão social, combate à fome e pobreza; transições energéticas e ação climática; e reforma das instituições de governança global.
A cúpula destacou que a desigualdade global é a raiz de muitos desafios, agravada pelas crises atuais. Compromissos foram reafirmados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, buscando soluções como transferências de renda e programas locais de alimentação escolar.
No campo climático, os líderes reafirmaram metas para limitar o aquecimento global a 1,5°C e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Também houve apoio à ampliação da energia renovável e da eficiência energética até 2030, bem como ao fortalecimento da produção local e ao financiamento para transições energéticas nos países em desenvolvimento.
Outro ponto relevante foi a integração digital e o combate à desinformação. Os líderes ressaltaram a importância da inclusão digital para reduzir desigualdades e defenderam regulamentações que garantam transparência e responsabilidade das plataformas digitais, com foco em privacidade e proteção de dados.
A inclusão da África como membro pleno do G20 foi celebrada. A presidência brasileira destacou a necessidade de maior representatividade em fóruns internacionais e propôs a continuidade de esforços para integrar países em desenvolvimento às cadeias de valor globais, fortalecendo sua industrialização e modernização.
O Brasil foi elogiado durante o G20 pela condução da presidência e pela abordagem inovadora adotada, sobretudo em três frentes:
1. O G20 Social, que foi a primeira participação da sociedade civil junto à Cúpula do G20 em sua história;
2. A Reunião de Ministros de Relações Exteriores presidida pelo Brasil na ONU, a primeira Reunião do G20 que foi aberta para todos os países da ONU; e
3. A entrega da liderança dos debates sobre Dívida, Desenvolvimento e Infraestrutura para a União Africana.
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