Acidente aéreo: identificação das três últimas vítimas é muito mais delicada e começa a ser feita pelo DNA
A trágica queda de uma aeronave em Rio Branco, que resultou na perda de 12 vidas, continua a assombrar as autoridades e familiares das vítimas. A fase de identificação das três últimas vítimas do acidente aéreo entrou em uma etapa delicada, recorrendo à técnica de DNA para possibilitar a liberação dos corpos às famílias.
Até o momento, nove vítimas foram identificadas por meio de exames na arcada dentária, enquanto a impressão digital não pôde ser usada devido às condições dos corpos.
Agora, o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) concentra esforços na remoção de material genético dos corpos, que será posteriormente comparado com amostras de familiares das vítimas.O diretor-geral do DPTC, Sandro Martins, enfatizou os desafios enfrentados pelas equipes devido ao estado dos corpos, mas destacou a participação em concluir o processo de identificação.
“A maior dificuldade que enfrentamos foi a situação dos corpos. A identificação se dá pelas três técnicas primárias; pela impressão digital, arcada dentária e pelo DNA”, explicou.
No acidente, ocorrido em uma aeronave da empresa ART Táxi Aéreo, que decolou de Rio Branco com destino a Envira, no Amazonas, 12 pessoas perderam a vida. O avião, modelo Caravan com capacidade para 14 pessoas, caiu pouco após a descolagem, por volta das 7h21 no horário local.
A equipe de investigação está focada em determinar a causa do acidente. Enquanto o Instituto de Criminalística realiza um exame pericial para entender a dinâmica do ocorrido, uma investigação sobre o que levou à queda da aeronave será conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Dentre as vítimas já identificadas, encontramos dentistas, um vigilante de carro-forte e empresários do ramo de combustíveis. O acidente é alvo de investigações, e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que a aeronave estava em situação regular no momento da tragédia.